PROJETO ARARA AZUL


Biologia, Manejo e Conservação


1º Relatório Técnico à WWF - Brasil


Conservação da arara-azul no Pantanal Sul-Matogrossense (MS)

CBR nº 107 - 2001


Período: 01/10/01 à 31/12/01

Equipe: Neiva Maria Robaldo Guedes - Coordenação Geral
Douglas Kajiwara - assistente de pesquisa
Carlos Cézar Corrêa - assistente de campo
Joilson Medeiros de Barros - assistente de campo
Isabel Campos Salles Figueiredo - estagiária
Charles Mascarenhas Guedes - estagiário
Leandro Bomediano - estagiário
Denilson do Nascimento - estagiário
Juliana Aranha - estagiária

Execução: Fundação Manoel de Barros - FMB
UNIDERP - Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal

Apoio: WWF-BRASIL, Hyacinth Macaw Fund, Caiman, Toyota do Brasil, Vanzin Escapamentos, Zoo Douê la Fontaine

Resumo


Neste período foram realizados 1165 monitoramentos, sendo 210 em cavidades naturais e 118 caixas artificiais para verificar a taxa de ocupação dos ninhos, no Pantanal de Miranda, Nhecolândia, Rio Negro e Aquidauana. De julho a dezembro de 2001 foram cadastradas mais 18 cavidades naturais no Pantanat Sul. Cerca de 52% (N=109) das cavidades naturais e 18% (N=21 ) das caixas artificiais monitoradas foram ocupadas pelas araras-azuis. Mais de 50% das caixas artificiais foram ocupadas por outras espécies. Até o final deste periodo 69 ninhos foram ativos pelas araras-azuis com a postura de ovos e o nascimento de 75 filhotes. Ovos e filhotes foram mantidos em laboratório por breve período para eclosão e reintrodução no ninho original ou translocação. Todos os manejos foram realizados com sucesso, exceto a translocação de um filhote para um ninho com ovo não eclodido. Imagens ineditas de dentro do ninho foram feitas com micro câmara doada pela WWF-Brasil. Estas imagens ajudaram no estudo do comportamento parental e algumas delas foram cedidas para programas de televisão. Ovos não eclodidos e filhotes mortos ou predados foram coletados enviados para o laboratório de Parasitologia da UNIDERP. Material para estudos de Chlamydia foram coletados pela doutoranda Tânia Raso. O REC reforçou a nossa hipótese de centro de reprodução das araras-azuis, onde foram contabilizadas mais de 500 araras azuis em julho e agosto e 344 em outubro. Esse número de araras-azuis diminuiu a partir do momento que os filhotes deixaram os ninhos e o Pantanal comerçou a encher, diminuindo a área de alimentação para as araras. Vários biólogos, veterinários, estagiários e voluntários foram recebidos e treinados pelo Projeto. Diversas palestras foram proferidas nos Hotéis fazendas, no REC, no IPPAN, Universidades e reuniões científicas. Trabalhos científicos foram publicados e recebemos a visita de vários orgãos da imprensa escrita e falada e alguns hóspedes ilustres como o Presidente da república.


Pesquisa do Projeto Arara Azul/UNIDERP no Pantanal, Brasil

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